O que os líderes deveriam aprender com MasterChef Júnior

Depois de duas temporadas de muito sucesso do reality show de culinária MasterChef, a Band colocou no ar a versão “júnior” do programa, uma competição entre crianças de 9 a 13 anos.

Quem acha que se trata apenas de uma versão “mini” da competição original engana-se. O formato parece o mesmo, mas a essência é outra. Logo na abertura, uma das juradas, a chef Paola Carosella, aconselha os competidores mirins a, mais que competirem, aprenderem. Ela vai além, ao inclui-se e dizer “um ganha o troféu, mas todos ganhamos uma experiência de vida”.

Ainda que o mercado, o universo do trabalho e dos negócios seja inevitavelmente competitivo – como não deixa de ser o programa de TV para as crianças que dele participam – cada líder e cada gestor deveria aplicar esse conselho simples (mas não pueril) ao seu ambiente de trabalho, seja ele uma cozinha profissional, um escritório multinacional, uma redação ou uma linha de produção.

Qualquer ambiente de trabalho produz pressões por produção, lucro, resultados. Mas a maneira de lidar com esses aspectos faz toda a diferença. O “fator humano” (as pessoas) pode transformar tudo. A produtividade pode crescer, os lucros podem aumentar, os resultados podem melhorar.

Muito diferente da versão adulta do programa – cheia de gritos, pressão e uma edição propositalmente tensa –, durante a realização das provas, a versão mirim do programa os jurados se preocupavam em manter os competidores calmos e focados na entrega do resultado. Eles buscavam soluções conjuntas, propunham saídas: algo natural na troca de experiência entre quem sabe mais (o líder/gestor) e uma equipe cujo gestor quer ver vencedora.

No momento de provar as receitas das crianças (o que no mundo empresarial chamamos de feedback), mais uma lição que vai além da cozinha e extrapola o reality da TV, porque pode ser aplicada à realidade da vida prática. Em vez de destacarem os defeitos e os problemas de cada prato, os jurados tinham, a princípio, sempre uma palavra afável e gentil para cada competidor.

As críticas eram feitas. A falta de sal, o ponto errado do alimento foram destacados. Mas nunca de maneira agressiva. A delicadeza imperava nos gestos e discursos. A edição do programa mostrava os jurados impressionados com o foco e a maturidade das crianças ao cozinhar. Não é para menos: em um ambiente amigável, tudo flui melhor.

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