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Falando para dentro

Muitas empresas não sabem ou não percebem a importância de se comunicarem com seu público interno. Manter contato com o cliente, estabelecer laços com o mercado e reforçar relações com fornecedores parecem aspectos da comunicação cuja importância é mais facilmente compreendida do que comunicar-se com os próprios colaboradores.

Há quem acredite que gastar tempo, dinheiro e outros recursos para melhorar a comunicação interna seja desperdício. Mas, na verdade, estabelecer uma cultura de comunicação interna é um investimento.

Primeiro porque toda empresa nasce pequena, mas almeja tornar-se grande. E, naturalmente, quando essa expansão acontecer, será necessário ter canais de comunicação eficientes, que funcionem à distância, de maneira tão eficaz quanto a antiga e inicial conversa pessoal ou telefônica que podia ser feita quando a empresa tinha um número menor de colaboradores.

Para que a comunicação seja clara, é preciso que as formas adequadas de comunicar façam parte da rotina da empresa, desde seu início. Criar um padrão de comunicação que sirva sempre, independente da quantidade de colaboradores e do tamanho da empresa, é uma forma de estimular uma cultura de comunicação. Quem se comunica mais e melhor tem chances de ter menos problemas, resolvê-los com mais facilidade e atingir resultados superiores.  

A comunicação interna também é uma forma de valorizar o colaborador para além do salários e das bonificações. O valor de ter seu trabalho reconhecido perante seus pares é intangível, quase imensurável. Isso incentiva o colaborador, faz com que ele se sinta orgulhoso de seu próprio trabalho e passe a ter uma empatia cada vez maior com a empresa onde trabalha. Afinal, não há dúvidas: quem trabalha feliz, trabalha melhor.  

Corporações que pensam grande investem em comunicação interna. Mas, hoje em dia, não é preciso ser grande, ou ter muita disponibilidade de recursos, para criar estratégias eficazes nessa área. São muitas as ferramentas que podem ser usadas: jornal-mural, revistas, newsletters. Afinal, não é preciso ser grande para pensar grande. 

Pessoa Física ou Pessoa Jurídica?

Na RDA, ajudamos empresas de pequeno e médio porte a se comunicarem com seus públicos: clientes, fornecedores, parceiros e com o mercado em geral. É muito comum que muitos dos nossos clientes sejam empresas que acabam de nascer, que estão apenas começando uma caminhada e construindo uma imagem.

Muitas vezes, são “empresas de uma pessoa só”: o próprio empreendedor ou a própria empreendedora “são” a empresa, responsáveis pelo financeiro, jurídico, marketing, comunicação interna, vendas, compras e tudo o mais.

E, porque “eu sou a empresa”, é muito comum, nesta fase, acontecer a mistura da percepção da Pessoa Física com a Pessoa Jurídica; do CPF com o CNPJ. Não que isso seja um problema em si, mas essa confusão pode, no futuro, ser um entrave para o crescimento do CNPJ. Afinal, se, no início, uma só pessoa era responsável por tudo, um risco é administrar a empresa centralizando mais que o necessário. Delegar atividades para profissionais mais especializados em cada área fica cada vez mais difícil – e nem sempre o fator central é não ter capacidade financeira para contratar. Sem delegar, a empresa vai, eternamente, depender de quem a criou. E nós, Pessoas Físicas, temos uma expectativa de vida que, por maior que seja, é ainda inferior à das empresas de grande sucesso – que podem chegar a ser centenárias.

Por isso, eu sempre digo para todos os clientes que é importante, desde o início, “enxergar-se como Pessoa Jurídica” e separar as duas esferas. Na área de comunicação, um exemplo muito comum e que tem acontecido bastante é usar a página pessoal do Facebook para divulgar a empresa. Não que isso seja um problema a princípio, mas as fanpages – páginas específicas para Pessoas Jurídicas – oferecem melhores ferramentas, mais visibilidade, têm maior capacidade de gerenciamento e de agregar pessoas.

 O fato é que toda empresa começa pequena. Mas, se o empreendedor ou empreendedora não pensar grande, o CNPJ vai ser apenas uma mera extensão do CPF. E crescer é, inevitavelmente, ser independente e poder trilhar seu próprio caminho. 

 

Uma antiga canção infantil

Estamos começando o mês das crianças e, por isso, me lembrei de “Os Saltimbancos”, disco lançado em 1977 que marcou minha infância. Em tempos de ditadura no Brasil, as canções tinham obviamente uma possibilidade de leitura política, mas para mim, ainda criança, eram apenas brincadeira.

E, apesar de eu ter aprendido essas canções ainda criança, penso que uma delas faz, hoje em dia, ainda mais sentido que antes. O verso “todos juntos somos fortes” passou a ter um significado todo especial para mim, depois que abri a RDA.

Atendendo clientes PME – e sendo também PME – aprendi, ao longo do tempo, que colaboração é fundamental. E vejo que esta é uma questão cada vez mais presente. Sempre falamos sobre a importância da ajuda mútua nos encontros da Rede Mulher Empreendedora.

O tema tem sido tratado até mesmo cientificamente, em um recente estudo publicado na Revista Science, por Brosnan e De Waal. A respeito desse estudo, Contardo Calligaris escreveu, na Folha de São Paulo, algo que me chamou a atenção e que, creio, pode ser totalmente adaptado para o ambiente corporativo:   

"Numa visão simplificada da evolução das espécies, quem ganhou uma recompensa melhor ficaria feliz, e o outro que se dane. Mas Brosnan e De Waal são evolucionistas mais sofisticados; eles entendem assim:

1) Há poucas espécies cujos indivíduos cooperem mesmo quando não são unidos por vínculo familiar. Essa capacidade de cooperar (...) entre indivíduos que não constituem um casal e nem pertencem ao mesmo clã ou bando é um fator positivo na seleção natural. Ou seja, a capacidade de cooperar torna a espécie mais forte".

Isso me faz pensar que o mundo dos negócios pode ser mais (e melhor) que uma selva, uma concorrência desleal. Principalmente quando se trata de PMEs, é muito mais inteligente se fortalecer estabelecendo parcerias inteligentes com outras empresas do que tentar solitariamente atingir o topo. Entendo que isso não seja uma questão de competição. É, sim, uma questão de sinergia de competências.

Acredito que estabelecer parcerias sólidas é uma forma de oferecer o melhor que o cliente precisa. Cada prestador oferece aquilo em que é especialista, sempre sob a responsabilidade da empresa contratada diretamente para realizar o serviço, e o resultado final que será entregue ao contratante pode ser ainda melhor do que se fosse realizado por uma empresa não-especialista. Tudo isso sem que haja impacto negativo no custo final do serviço oferecido.

Essa sinergia é parte da filosofia da RDA, que já conta com parceiros que nos ajudam a atender cada vez melhor nossos clientes. Uma rede em constante expansão, mas que já conta com empresas competentes, como QComm, Estúdio TAN, Innews e Áttema Editorial. A elas – e às pessoas que fazem cada uma dessas empresas – nosso muito obrigado.

A canção infantil, afinal, ensina algo que pode ser muito valioso também para os adultos: “Todos juntos somos fortes”.

O cliente único

Não é raro que, quando alguém procura os serviços da RDA, eu ouça a seguinte pergunta, ainda do outro lado da linha telefônica: “quanto custa?”.

Na verdade, é natural que um cliente queira saber quanto vai investir em um projeto de comunicação. Mas, por outro lado, esse valor envolve tantas variáveis que é muito difícil responder imediatamente.

A questão é que comunicação é um serviço, não um produto de pronta entrega. Para que a comunicação seja eficiente, é preciso fazer um diagnóstico personalizado para cada caso: cada cliente tem necessidades e demandas específicas e nem sempre o que serve para um servirá para outro nos mesmos moldes.

Isso fica ainda mais claro quando as empresas que precisam de um projeto de comunicação são jovens e têm portes pequenos ou médios. Nesses casos, é preciso fazer uma avaliação cuidadosa, para que não haja desperdício de recursos: todo dinheiro é valioso, mas ele tem um impacto ainda maior para empresas que estão começando.  

Por isso, as reuniões iniciais são tão importantes. É por meio delas que entendemos a empresa, o que ela faz, como atua, a quem atende e quais são os aspectos mais sensíveis do negócio.

É a partir disso que será possível realizar um diagnóstico preciso, para que os recursos sejam usados de maneira inteligente e eficiente e para que a empresa atendida também consiga se diferenciar no mercado, em meio à concorrência. Tratar o cliente como um caso único não pode ser apenas um discurso vazio. Precisa ser uma prática diária, um exercício contínuo para tentar fazer sempre o melhor e conquistar os resultados esperados.  

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